Drone pulverizador agrícola em 2026: regras da ANAC, MAPA e Anvisa
Drones pulverizadores deixaram de ser novidade e viraram ferramenta padrão em soja, café e cana. Antes de comprar, entenda o tripé regulatório.
ANAC: o drone em si
Cadastro SISANT, projeto de operação e, para modelos acima de 25 kg, autorização específica. Operadores precisam de licença ANAC categoria adequada.
MAPA: a aplicação aérea
Empresas que prestam serviço de aplicação aérea precisam de cadastro e responsável técnico (engenheiro agrônomo). Aplicação na própria fazenda exige receituário agronômico.
Anvisa: o produto aplicado
Defensivo deve ter registro e bula compatível com aplicação aérea (deriva, vazão, altura).
Modelos populares
DJI Agras T40 e T50 dominam o mercado brasileiro; XAG P100 cresce em frutíferas. Vazão de 8 a 16 L/min e autonomia para 8 a 12 ha/hora dependendo do produto.
Custo e ROI
Investimento entre R$ 180 mil e R$ 350 mil com baterias e gerador. Em soja, paga em 2.000–3.000 ha aplicados/ano contra serviço terceirizado.
Cuidados práticos
Calibre bicos a cada lote, monitore vento (<10 km/h), respeite faixas de não aplicação próximo a APP e cursos d'água.